A hiperplasia benigna da próstata (CID N40) é o crescimento não maligno da glândula prostática, comum a partir dos 50 anos. Sua relevância clínica está nos sintomas do trato urinário inferior que provoca, e não no tamanho da próstata em si.
N40 é o código da CID-10 para hiperplasia da próstata, o aumento benigno da glândula que ocorre com o envelhecimento. É o que costuma ser registrado como próstata aumentada ou HPB. Não é câncer: a neoplasia maligna da próstata tem código próprio, o C61.
Sintomas
Dividem-se em dois grupos. Os obstrutivos: jato urinário fraco, hesitação para iniciar, esforço miccional, jato intermitente, gotejamento terminal e sensação de esvaziamento incompleto. Os irritativos: urgência, aumento da frequência, noctúria (levantar à noite para urinar) e urge-incontinência.
A noctúria costuma ser o sintoma que mais impacta a qualidade de vida, pela fragmentação do sono.
Avaliação
Utiliza-se o questionário IPSS, que quantifica sintomas e orienta conduta. Complementam a avaliação o toque retal (que estima volume e avalia consistência), o exame de urina, a creatinina, a ultrassonografia com medida de resíduo pós-miccional e, conforme o caso, urofluxometria.
O PSA tem papel na avaliação, mas seu significado deve ser interpretado com cuidado: pode elevar-se pela própria hiperplasia, por prostatite, por manipulação e por atividade sexual recente. A decisão sobre rastreio de câncer de próstata é compartilhada entre médico e paciente, considerando idade, expectativa de vida e preferências.
Códigos da CID-10 relacionados à próstata
| Código | Descrição na CID-10 | Observação |
|---|---|---|
| N40 | Hiperplasia da próstata | HPB, próstata aumentada, benigna |
| N41.0 | Prostatite aguda | Inflamação ou infecção aguda |
| N41.1 | Prostatite crônica | Inflamação persistente |
| C61 | Neoplasia maligna da próstata | Câncer de próstata |
| R33 | Retenção urinária | Complicação possível da HPB |
| N13.8 | Outras uropatias obstrutivas | Obstrução do fluxo urinário |
| R97.2 | Nível elevado de antígeno prostático específico | PSA alterado em exame |
Tratamento
Em sintomas leves, a conduta pode ser vigilância ativa com medidas comportamentais: reduzir líquidos à noite, moderar cafeína e álcool, esvaziamento programado e revisão de medicamentos que piorem os sintomas, anticolinérgicos e descongestionantes, por exemplo.
As classes farmacológicas estudadas incluem alfabloqueadores (tansulosina, doxazosina, alfuzosina), de ação rápida sobre o tônus muscular; inibidores da 5-alfa-redutase (finasterida, dutasterida), que reduzem o volume prostático ao longo de meses e diminuem risco de retenção urinária; antimuscarínicos ou beta-3 agonistas para o componente irritativo; e inibidores da PDE5, úteis quando há disfunção erétil associada.
As opções cirúrgicas (RTU de próstata, enucleação a laser e técnicas minimamente invasivas) são consideradas em falha do tratamento clínico ou nas complicações.
Complicações
Retenção urinária aguda, infecções de repetição, cálculos vesicais, hematúria e, em casos avançados, lesão renal por obstrução.
Sinais de alarme
Incapacidade total de urinar com dor e bexiga distendida configura retenção urinária aguda, emergência urológica. Hematúria, dor óssea ou perda de peso exigem investigação.
Perguntas frequentes sobre o CID N40
O que significa o CID N40?
N40 é o código da CID-10 para hiperplasia da próstata, o crescimento benigno da glândula prostática.
Qual é o CID da próstata aumentada?
É o N40, usado tanto para hiperplasia prostática benigna quanto para as expressões próstata aumentada e HPB.
N40 é câncer de próstata?
Não. N40 é o aumento benigno da próstata. O câncer de próstata tem outro código, o C61.
Qual a diferença entre N40 e C61?
N40 indica crescimento benigno, sem células malignas. C61 indica neoplasia maligna, o câncer de próstata.
PSA alto tem CID próprio?
O R97.2 registra nível elevado de PSA como achado de exame. Ele não faz diagnóstico por si só e exige avaliação médica.
O CID N40 no atestado dá direito a afastamento?
O código sozinho não determina afastamento. Quem avalia a necessidade é o médico, conforme o quadro clínico.
Acompanhamento médico
O diagnóstico e o tratamento desta condição são atos médicos. A definição da conduta, a escolha do medicamento, o ajuste de doses e a periodicidade do acompanhamento dependem de avaliação clínica individual, realizada por médico com registro ativo no Conselho Regional de Medicina, considerando o histórico, os exames e as particularidades de cada pessoa.
