A doença renal crônica (CID N18) é a presença de alterações estruturais ou funcionais dos rins por mais de três meses, com implicações para a saúde. É silenciosa nos estágios iniciais e frequentemente diagnosticada tarde.
N18 é o código da CID-10 para doença renal crônica. O número depois do ponto indica o estágio da doença, definido pela taxa de filtração glomerular. Assim, N18.3 corresponde ao estágio 3 e N18.5 à falência renal.
Como é definida e estadiada
O estadiamento combina dois parâmetros. A taxa de filtração glomerular estimada (TFGe): G1 (≥90 com lesão renal), G2 (60–89 com lesão), G3a (45–59), G3b (30–44), G4 (15–29) e G5 (<15, falência renal). E a albuminúria, medida pela relação albumina/creatinina urinária: A1 (<30 mg/g), A2 (30–300) e A3 (>300).
Esses dois eixos, juntos, definem o risco de progressão e de eventos cardiovasculares melhor do que qualquer um isoladamente.
Principais causas
Diabetes e hipertensão respondem pela maioria dos casos no Brasil. Seguem-se glomerulopatias, doença renal policística, uropatias obstrutivas e nefrites intersticiais.
Sintomas
Ausentes nos estágios iniciais. Em fases avançadas surgem fadiga, edema, náusea, perda de apetite, prurido, alterações do sono, cãibras, redução do volume urinário e anemia.
Quem deve rastrear
Pessoas com diabetes, hipertensão, doença cardiovascular, história familiar de doença renal, obesidade e uso crônico de medicamentos nefrotóxicos. O rastreio é simples: creatinina com TFGe estimada e relação albumina/creatinina em amostra isolada de urina.
Estadiamento da doença renal crônica na CID-10
| Código | Estágio | Taxa de filtração glomerular |
|---|---|---|
| N18.1 | DRC estágio 1 | 90 ou mais, com lesão renal comprovada |
| N18.2 | DRC estágio 2 | 60 a 89 |
| N18.3 | DRC estágio 3 | 30 a 59 |
| N18.4 | DRC estágio 4 | 15 a 29 |
| N18.5 | DRC estágio 5 | Abaixo de 15, falência renal |
| N18.9 | Doença renal crônica não especificada | Estágio não informado |
| N19 | Insuficiência renal não especificada | Sem definição de cronicidade |
| Z99.2 | Dependência de diálise renal | Registra o tratamento, não a doença |
Manejo
O foco é retardar a progressão e reduzir risco cardiovascular. Envolve controle rigoroso da pressão arterial, controle glicêmico no diabetes, uso de inibidores da ECA ou BRA quando há albuminúria, e inibidores de SGLT2, que demonstraram benefício renal e cardiovascular consistente. Somam-se controle lipídico, cessação do tabagismo, ajuste de dieta com orientação nutricional e manejo das complicações, anemia, distúrbio mineral e ósseo, acidose e hipercalemia.
Evitar nefrotóxicos é essencial: anti-inflamatórios não esteroides, contrastes iodados sem preparo e automedicação representam risco relevante.
Nos estágios avançados, prepara-se a terapia renal substitutiva (hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante) com encaminhamento nefrológico oportuno, que melhora desfechos.
Perguntas frequentes sobre o CID N18
O que significa o CID N18?
N18 é o código da CID-10 para doença renal crônica, a perda progressiva e permanente da função dos rins.
O que significa CID N18.3?
Corresponde à doença renal crônica em estágio 3, com taxa de filtração glomerular entre 30 e 59.
Qual o CID da doença renal crônica estágio 3?
É o N18.3. Cada estágio tem seu código, do N18.1 ao N18.5, do mais leve ao mais avançado.
Qual a diferença entre N18 e N19?
N18 é a doença renal crônica, com estágio definido. N19 é a insuficiência renal não especificada, usada quando não há definição de cronicidade nem de estágio.
Quem faz diálise tem CID próprio?
A doença continua registrada pelo N18, em geral N18.5. O Z99.2 é um código complementar, que registra a dependência de diálise como situação, e não a doença em si.
O CID N18 dá direito a benefício ou afastamento?
O código sozinho não concede benefício. A concessão depende de avaliação médica e, quando for o caso, de perícia, considerando o estágio, os sintomas e a capacidade para o trabalho.
Acompanhamento médico
O diagnóstico e o tratamento desta condição são atos médicos. A definição da conduta, a escolha do medicamento, o ajuste de doses e a periodicidade do acompanhamento dependem de avaliação clínica individual, realizada por médico com registro ativo no Conselho Regional de Medicina, considerando o histórico, os exames e as particularidades de cada pessoa.
