A doença do refluxo gastroesofágico (CID K21) ocorre quando o retorno do conteúdo do estômago para o esôfago causa sintomas incômodos ou complicações. Difere do refluxo fisiológico, que todos apresentam em pequeno grau.

K21 é o código da CID-10 para doença do refluxo gastroesofágico, a DRGE. Registra o retorno repetido e sintomático do conteúdo do estômago para o esôfago. O código se desdobra conforme haja ou não esofagite.

Sintomas típicos

Pirose (queimação retroesternal ascendente) e regurgitação de conteúdo ácido ou alimentar. Costumam piorar após refeições volumosas ou gordurosas, ao deitar e ao inclinar o corpo.

Sintomas atípicos

Tosse crônica, rouquidão, pigarro, sensação de globus (bola na garganta), dor torácica não cardíaca, asma de difícil controle e erosão do esmalte dentário. Nesses casos o diagnóstico costuma demorar, porque o paciente procura outras especialidades.

Dor torácica sempre exige exclusão de causa cardíaca antes de se atribuir ao refluxo.

Como é feito o diagnóstico

Em pacientes com sintomas típicos e sem sinais de alarme, admite-se teste terapêutico com inibidor de bomba de prótons. A endoscopia digestiva alta é indicada na presença de sinais de alarme, em maiores de 40 a 45 anos ao início dos sintomas, e em casos refratários, avaliando esofagite, estenose e esôfago de Barrett.

A pHmetria com impedanciometria é o exame de referência para quantificar refluxo, útil em casos duvidosos ou refratários. A manometria avalia a motilidade e é obrigatória antes de cirurgia antirrefluxo.

Sinais de alarme

Disfagia, odinofagia, perda de peso, anemia, vômitos persistentes, sangramento digestivo ou história familiar de câncer de esôfago ou estômago exigem endoscopia.

Códigos da CID-10 relacionados ao refluxo

CódigoDescrição na CID-10Observação
K21Doença de refluxo gastroesofágicoCategoria geral, a DRGE
K21.0Doença de refluxo gastroesofágico com esofagiteEndoscopia mostra lesão
K21.9Doença de refluxo gastroesofágico sem esofagiteSintomas sem lesão visível
K22.7Esôfago de BarrettComplicação da DRGE de longa data
K29.7Gastrite não especificadaCondição diferente, do estômago
K30DispepsiaMá digestão, sem doença de refluxo
R12PiroseAzia como sintoma isolado

Tratamento

As medidas comportamentais têm efeito real: perda de peso quando há excesso, elevação da cabeceira da cama em 15 a 20 cm, evitar deitar nas 2 a 3 horas após comer, fracionar refeições, reduzir álcool, cessar tabagismo e identificar alimentos que pioram individualmente.

No campo farmacológico, os inibidores de bomba de prótons são a classe mais eficaz, seguidos por bloqueadores H2 e antiácidos para alívio pontual. A duração e a estratégia de retirada são definidas por médico, dado que a suspensão abrupta pode causar hipersecreção ácida de rebote.

A cirurgia antirrefluxo (fundoplicatura) é considerada em casos selecionados, refratários, com grande hérnia hiatal ou por preferência do paciente após avaliação.

Esôfago de Barrett

É a substituição do epitélio esofágico por epitélio de tipo intestinal, decorrente do refluxo crônico. Exige seguimento endoscópico periódico pelo risco aumentado de adenocarcinoma.

Perguntas frequentes sobre o CID K21

O que significa o CID K21?

K21 é o código da CID-10 para doença do refluxo gastroesofágico, conhecida pela sigla DRGE.

Qual é o CID do refluxo?

É o K21. Com esofagite confirmada em endoscopia, usa-se o K21.0; sem esofagite, o K21.9.

Qual a diferença entre K21.0 e K21.9?

O K21.0 é usado quando a endoscopia mostra esofagite, ou seja, lesão na mucosa do esôfago. O K21.9 é usado quando há sintomas de refluxo sem essa lesão.

DRGE e gastrite têm o mesmo CID?

Não. A DRGE é K21 e afeta o esôfago. A gastrite afeta o estômago e é registrada na categoria K29.

Esôfago de Barrett tem CID próprio?

Sim, o K22.7. É uma alteração da mucosa que pode surgir na DRGE de longa duração e exige acompanhamento específico.

O CID K21 no atestado dá direito a afastamento?

O código sozinho não determina afastamento. A decisão é do médico, conforme a intensidade dos sintomas.

Acompanhamento médico

O diagnóstico e o tratamento desta condição são atos médicos. A definição da conduta, a escolha do medicamento, o ajuste de doses e a periodicidade do acompanhamento dependem de avaliação clínica individual, realizada por médico com registro ativo no Conselho Regional de Medicina, considerando o histórico, os exames e as particularidades de cada pessoa.

Aviso: conteúdo com finalidade exclusivamente informativa e educacional. Não estabelece diagnóstico, não indica tratamento e não substitui a consulta médica. O uso de qualquer medicamento exige prescrição e acompanhamento profissional.