A fibrilação atrial (CID I48) é a arritmia sustentada mais comum na prática clínica. Os átrios perdem a contração organizada e passam a apresentar atividade elétrica caótica, resultando em ritmo cardíaco irregular e frequentemente acelerado.

I48 é o código da CID-10 para Fibrilação Atrial.

Por que importa

Sem contração atrial eficaz, o sangue estagna (sobretudo no apêndice atrial esquerdo) e pode formar trombos. Se um trombo se desloca, causa embolia, mais comumente AVC isquêmico. A fibrilação atrial aumenta em cerca de cinco vezes o risco de AVC, e os AVCs decorrentes dela costumam ser mais extensos e incapacitantes.

Sintomas

Palpitação irregular, cansaço, falta de ar, tontura, redução da tolerância ao esforço e desconforto torácico. Uma parcela relevante é assintomática, e o diagnóstico surge em exame de rotina, ou, infelizmente, após um AVC.

Classificação

Paroxística (reverte espontaneamente em até 7 dias), persistente (dura mais de 7 dias ou exige cardioversão), persistente de longa duração e permanente, quando se opta por não tentar mais o restabelecimento do ritmo sinusal.

Como é feito o diagnóstico

O eletrocardiograma confirma: ausência de onda P e intervalos RR irregulares. Nas formas paroxísticas usa-se Holter de 24 horas ou mais, monitores de eventos e, em casos selecionados, monitor implantável. O ecocardiograma avalia estrutura, função e valvopatias. Completam a investigação TSH, eletrólitos, função renal e hemograma.

Os pilares do tratamento

1. Prevenção de tromboembolismo. O risco é estimado por escores como o CHA₂DS₂-VASc, e o risco de sangramento por escores como o HAS-BLED. Conforme a estratificação, avalia-se anticoagulação com anticoagulantes orais diretos (rivaroxabana, apixabana, dabigatrana, edoxabana) ou com varfarina, esta com necessidade de controle periódico de INR. A decisão é médica e individualizada.

2. Controle de frequência, com betabloqueadores, bloqueadores de canal de cálcio não di-hidropiridínicos ou digoxina.

3. Controle de ritmo, por antiarrítmicos, cardioversão elétrica ou ablação por cateter.

4. Manejo dos fatores associados: hipertensão, obesidade, apneia do sono, álcool, hipertireoidismo e sedentarismo, cujo controle reduz recorrência.

Quando procurar atendimento imediato

Palpitação com dor torácica, falta de ar intensa, desmaio, ou qualquer sinal de AVC (fraqueza súbita em um lado do corpo, desvio da boca, dificuldade de fala) exige emergência.

Perguntas frequentes

Dá para viver bem com fibrilação atrial? Sim, com tratamento adequado e controle dos fatores de risco.

Anticoagulante é o mesmo que AAS? Não. O AAS é antiagregante plaquetário e não oferece proteção adequada nesse contexto.

O que significa o CID I48?

I48 é o código da CID-10 para Fibrilação Atrial.

Qual é o CID de Fibrilação Atrial?

É o I48. Esse é o código usado para registrar essa condição em atestados, pedidos de exame e prescrições.

O CID I48 no atestado dá direito a afastamento?

O código sozinho não determina afastamento. Quem define a necessidade e a duração é o médico, a partir da avaliação clínica do caso. O CID apenas identifica a condição registrada.

Acompanhamento médico

O diagnóstico e o tratamento desta condição são atos médicos. A definição da conduta, a escolha do medicamento, o ajuste de doses e a periodicidade do acompanhamento dependem de avaliação clínica individual, realizada por médico com registro ativo no Conselho Regional de Medicina, considerando o histórico, os exames e as particularidades de cada pessoa.

Aviso: conteúdo com finalidade exclusivamente informativa e educacional. Não estabelece diagnóstico, não indica tratamento e não substitui a consulta médica. O uso de qualquer medicamento exige prescrição e acompanhamento profissional.