A enxaqueca (CID G43), ou migrânea, é uma doença neurológica crônica caracterizada por crises de cefaleia moderada a intensa, tipicamente pulsátil e unilateral, acompanhadas de náusea e sensibilidade à luz e ao som. Atinge cerca de 15% da população e é uma das principais causas de incapacidade entre adultos jovens.

G43 é o código da CID-10 para Enxaqueca, Migrânea.

As fases da crise

Muitas crises seguem quatro fases. O pródromo, horas a dias antes, traz bocejos, irritabilidade, desejo por certos alimentos e rigidez cervical. A aura, presente em cerca de um terço dos pacientes, dura de 5 a 60 minutos e costuma ser visual (pontos luminosos, linhas em ziguezague, perda de campo visual), podendo ser sensitiva ou de linguagem. A cefaleia dura de 4 a 72 horas. O pósdromo deixa cansaço e dificuldade de concentração por até um dia.

Como é feito o diagnóstico

É clínico, segundo os critérios da Classificação Internacional das Cefaleias. Exames de imagem não confirmam enxaqueca; são solicitados quando há sinais de alarme.

Sinais que exigem investigação: cefaleia súbita e explosiva atingindo intensidade máxima em segundos, início após os 50 anos, mudança de padrão em quem já tem enxaqueca, febre associada, déficit neurológico persistente, alteração de consciência ou piora progressiva.

Gatilhos

Jejum prolongado, privação ou excesso de sono, estresse (e o relaxamento após ele), variações hormonais do ciclo menstrual, álcool (sobretudo vinho tinto), desidratação, luz intensa e alguns alimentos. Identificar os próprios gatilhos com um diário de crises é parte central do manejo.

Tratamento

O tratamento se divide em duas frentes. O tratamento da crise envolve analgésicos comuns e anti-inflamatórios em quadros leves, e triptanos (sumatriptana, rizatriptana, zolmitriptana) nas crises moderadas a intensas, além de antieméticos para a náusea. O tratamento preventivo é considerado quando há quatro ou mais crises por mês, ou crises muito incapacitantes, e inclui betabloqueadores, antidepressivos como amitriptilina, anticonvulsivantes como topiramato, bloqueadores de canal de cálcio, toxina botulínica na enxaqueca crônica e os anticorpos monoclonais anti-CGRP.

Cefaleia por uso excessivo de analgésico

É uma armadilha comum: o uso de analgésicos em 10 a 15 ou mais dias por mês pode transformar enxaqueca episódica em crônica. O quadro melhora com a retirada orientada da medicação, processo que exige acompanhamento.

Perguntas frequentes

Enxaqueca tem cura? Não tem cura, mas tem controle. Muitos pacientes reduzem drasticamente a frequência com tratamento preventivo adequado.

Toda dor de cabeça é enxaqueca? Não. A cefaleia tensional é mais comum, em faixa e sem náusea. A distinção é clínica.

O que significa o CID G43?

G43 é o código da CID-10 para Enxaqueca, Migrânea.

Qual é o CID de Enxaqueca, Migrânea?

É o G43. Esse é o código usado para registrar essa condição em atestados, pedidos de exame e prescrições.

O CID G43 no atestado dá direito a afastamento?

O código sozinho não determina afastamento. Quem define a necessidade e a duração é o médico, a partir da avaliação clínica do caso. O CID apenas identifica a condição registrada.

Acompanhamento médico

O diagnóstico e o tratamento desta condição são atos médicos. A definição da conduta, a escolha do medicamento, o ajuste de doses e a periodicidade do acompanhamento dependem de avaliação clínica individual, realizada por médico com registro ativo no Conselho Regional de Medicina, considerando o histórico, os exames e as particularidades de cada pessoa.

Aviso: conteúdo com finalidade exclusivamente informativa e educacional. Não estabelece diagnóstico, não indica tratamento e não substitui a consulta médica. O uso de qualquer medicamento exige prescrição e acompanhamento profissional.

Acompanhamento médico da enxaqueca

A enxaqueca frequente merece avaliação médica para definir tratamento de crise e de prevenção. Na Renova Receita a avaliação é feita por consulta online com médico de CRM ativo, que define a conduta de acordo com cada caso. Veja também as informações sobre topiramato, propranolol e amitriptilina, utilizados no tratamento quando há indicação médica.