A esclerose múltipla (CID G35) é uma doença autoimune, inflamatória e desmielinizante do sistema nervoso central. O sistema imunológico agride a bainha de mielina, comprometendo a condução dos impulsos nervosos. É a principal causa de incapacidade neurológica não traumática em adultos jovens, com predomínio em mulheres e início entre 20 e 40 anos.
G35 é o código da CID-10 para Esclerose Múltipla.
Sintomas
Variam conforme a área acometida. Entre os mais frequentes: neurite óptica (perda visual de um olho com dor à movimentação), diplopia, alterações de sensibilidade (formigamento, dormência), fraqueza em membros, desequilíbrio e incoordenação, espasticidade, disfunção urinária e intestinal, e fadiga, sintoma muito prevalente e frequentemente subestimado. Alterações cognitivas, sobretudo de velocidade de processamento, também ocorrem.
O fenômeno de Uhthoff, piora transitória dos sintomas com aumento da temperatura corporal, é característico e não significa nova lesão.
Formas evolutivas
A remitente-recorrente é a mais comum ao diagnóstico, com surtos seguidos de recuperação total ou parcial. Pode evoluir para a forma secundariamente progressiva. Há ainda a forma primariamente progressiva, com piora contínua desde o início.
Como é feito o diagnóstico
Baseia-se nos critérios de McDonald, que exigem demonstração de disseminação no espaço e no tempo. A ressonância magnética de encéfalo e medula é o exame central, mostrando lesões em localizações típicas, periventricular, justacortical, infratentorial e medular. A análise do líquor com pesquisa de bandas oligoclonais reforça o diagnóstico. Potenciais evocados podem auxiliar.
É essencial excluir diagnósticos diferenciais como neuromielite óptica, doenças reumatológicas, infecções e deficiência de vitamina B12.
Tratamento
Divide-se em três frentes. O tratamento do surto costuma envolver corticosteroide em pulso e, em casos refratários, plasmaférese. As terapias modificadoras da doença reduzem surtos e progressão, incluem interferons, acetato de glatirâmer, teriflunomida, fingolimode, dimetilfumarato, natalizumabe, ocrelizumabe, alentuzumabe e cladribina, com perfis de eficácia e de risco distintos. O tratamento sintomático aborda espasticidade, fadiga, dor neuropática e disfunção urinária.
Reabilitação, atividade física, correção de vitamina D e cessação do tabagismo compõem o cuidado.
Perguntas frequentes
Esclerose múltipla é o mesmo que ELA? Não. São doenças distintas, com mecanismos e prognósticos diferentes.
Leva à cadeira de rodas? O prognóstico mudou muito com as terapias atuais; a maioria mantém boa funcionalidade por décadas.
O que significa o CID G35?
G35 é o código da CID-10 para Esclerose Múltipla.
Qual é o CID de Esclerose Múltipla?
É o G35. Esse é o código usado para registrar essa condição em atestados, pedidos de exame e prescrições.
O CID G35 no atestado dá direito a afastamento?
O código sozinho não determina afastamento. Quem define a necessidade e a duração é o médico, a partir da avaliação clínica do caso. O CID apenas identifica a condição registrada.
Acompanhamento médico
O diagnóstico e o tratamento desta condição são atos médicos. A definição da conduta, a escolha do medicamento, o ajuste de doses e a periodicidade do acompanhamento dependem de avaliação clínica individual, realizada por médico com registro ativo no Conselho Regional de Medicina, considerando o histórico, os exames e as particularidades de cada pessoa.
