O que é Esclerose Múltipla?
A Esclerose Múltipla (EM — CID G35) é uma doença inflamatória desmielinizante crônica do sistema nervoso central (cérebro, medula e nervo óptico), de etiologia autoimune. É a causa mais comum de incapacidade neurológica não traumática em adultos jovens. Afeta predominantemente mulheres entre 20–40 anos. A forma mais comum é a remitente-recorrente (EMRR), com surtos seguidos de remissões parciais ou completas.
Sintomas (variáveis conforme localização das lesões)
- Neurite óptica: perda visual unilateral, dor ao mover os olhos
- Fraqueza em membros (monoparesia, paraparesia, hemiparesia)
- Diplopia (visão dupla) e nistagmo
- Ataxia cerebelar e dificuldade de equilíbrio
- Parestesias e hipoestesia nos membros
- Fadiga intensa (sintoma mais comum)
- Disfunção vesical e sexual
- Fenômeno de Lhermitte (choque elétrico na coluna ao flexionar o pescoço)
Diagnóstico
RM de crânio e medula com contraste (lesões desmielinizantes em substância branca). Critérios de McDonald (2017). Potenciais evocados e análise do LCR (bandas oligoclonais) são complementares.
Tratamento
- Surto agudo: metilprednisolona IV 1g/dia por 3–5 dias
- Terapias modificadoras da doença (DMDs):
- 1ª linha: interferon beta, acetato de glatirâmer, dimetilfumarato, teriflunomida
- Alta eficácia: natalizumabe, ocrelizumabe, alemtuzumabe — para formas ativas
- Sintomático: baclofeno (espasticidade), amantadina (fadiga), oxibutinina (bexiga)
Quando buscar atendimento?
Sintomas neurológicos súbitos (perda visual, fraqueza aguda) exigem avaliação urgente. Para acompanhamento e medicamentos sintomáticos, a consulta médica online complementa o cuidado especializado.
