A doença de Parkinson (CID G20) é uma doença neurodegenerativa progressiva causada pela perda de neurônios dopaminérgicos na substância negra. É a segunda doença neurodegenerativa mais comum, atrás apenas do Alzheimer, e sua prevalência aumenta com a idade.
G20 é o código da CID-10 para Doença de Parkinson.
Sintomas motores
O quadro clássico reúne quatro elementos: tremor de repouso, tipicamente assimétrico e em “contar moedas”; bradicinesia, a lentificação dos movimentos, considerada o sinal obrigatório; rigidez muscular, do tipo roda denteada; e instabilidade postural, que surge em fases mais avançadas. Somam-se marcha em passos curtos e arrastados, redução do balanço dos braços, letra pequena (micrografia), voz baixa e face pouco expressiva.
Sintomas não motores
Frequentemente precedem os motores em anos: perda do olfato, constipação, distúrbio comportamental do sono REM (agir os sonhos), depressão, ansiedade, dor e, mais tardiamente, comprometimento cognitivo, hipotensão ortostática e alterações urinárias.
Como é feito o diagnóstico
É clínico, baseado na presença de bradicinesia associada a tremor de repouso e/ou rigidez, com boa resposta à levodopa. Ressonância magnética serve para excluir outras causas; exames como o DaTSCAN são reservados a casos duvidosos. Não há exame de sangue que confirme a doença.
Diagnóstico diferencial
Tremor essencial (de ação, simétrico, melhora com álcool), parkinsonismo medicamentoso (sobretudo por antipsicóticos e por metoclopramida), parkinsonismo vascular e as síndromes parkinson-plus.
Tratamento
Não há tratamento que interrompa a progressão; o objetivo é controlar sintomas e preservar função. As classes estudadas incluem levodopa associada a carbidopa ou benserazida, o tratamento mais eficaz para os sintomas motores; agonistas dopaminérgicos (pramipexol, rotigotina); inibidores da MAO-B (selegilina, rasagilina); inibidores da COMT (entacapona); e amantadina, útil nas discinesias.
Em fases avançadas com flutuações refratárias, avalia-se a estimulação cerebral profunda. Fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional têm impacto funcional comprovado e devem começar cedo, não apenas quando há limitação.
Perguntas frequentes
Todo tremor é Parkinson? Não. O tremor essencial é mais comum e ocorre com o movimento, não em repouso.
A levodopa “para de funcionar”? Com a progressão surgem flutuações e discinesias, manejadas com ajuste de esquema, o que exige acompanhamento neurológico regular.
O que significa o CID G20?
G20 é o código da CID-10 para Doença de Parkinson.
Qual é o CID de Doença de Parkinson?
É o G20. Esse é o código usado para registrar essa condição em atestados, pedidos de exame e prescrições.
O CID G20 no atestado dá direito a afastamento?
O código sozinho não determina afastamento. Quem define a necessidade e a duração é o médico, a partir da avaliação clínica do caso. O CID apenas identifica a condição registrada.
Acompanhamento médico
O diagnóstico e o tratamento desta condição são atos médicos. A definição da conduta, a escolha do medicamento, o ajuste de doses e a periodicidade do acompanhamento dependem de avaliação clínica individual, realizada por médico com registro ativo no Conselho Regional de Medicina, considerando o histórico, os exames e as particularidades de cada pessoa.
