O transtorno do pânico (CID F41.0) caracteriza-se por crises de pânico recorrentes e inesperadas, seguidas de preocupação persistente com novas crises ou de mudança significativa de comportamento para evitá-las.
F41.0 é o código da CID-10 para Transtorno do Pânico. Também aparece escrito como F410 ou F41-0, que são a mesma coisa: o ponto separa a subcategoria e costuma ser omitido em sistemas que não aceitam pontuação.
O que é uma crise de pânico
É um pico abrupto de medo intenso que atinge o máximo em cerca de 10 minutos, com pelo menos quatro sintomas entre: palpitação, sudorese, tremor, falta de ar, sensação de sufocamento, dor ou desconforto no peito, náusea, tontura, calafrios ou ondas de calor, formigamento, sensação de irrealidade (desrealização) ou de estar fora de si (despersonalização), medo de perder o controle e medo de morrer.
A intensidade dos sintomas físicos leva muitos pacientes ao pronto-socorro convencidos de estarem infartando, e o exame normal, sem explicação adequada, muitas vezes aumenta a angústia.
O ciclo que mantém o transtorno
Após as primeiras crises, instala-se o medo do medo: a pessoa passa a monitorar as próprias sensações corporais e a interpretar variações banais (um coração mais acelerado ao subir escadas) como sinal de crise iminente. Essa hipervigilância dispara a resposta de alarme e fecha o ciclo.
Agorafobia
Cerca de metade dos pacientes desenvolve evitação de lugares de onde seria difícil sair ou obter ajuda: transporte público, filas, multidões, elevadores, sair sozinho. A evitação alivia no curto prazo e agrava no longo.
Como é feito o diagnóstico
É clínico. A investigação precisa afastar causas orgânicas que produzem quadro semelhante: arritmias, hipertireoidismo, hipoglicemia, feocromocitoma, asma, uso de estimulantes e abstinência de álcool ou sedativos. Eletrocardiograma, TSH e hemograma costumam integrar a avaliação inicial.
Tratamento
A terapia cognitivo-comportamental é a intervenção de maior evidência, com uso de psicoeducação sobre a fisiologia do medo, exposição interoceptiva às sensações temidas e exposição gradual às situações evitadas.
Entre as opções medicamentosas estudadas estão os ISRS e IRSN como tratamento de manutenção, e os benzodiazepínicos, de ação rápida, cujo uso prolongado é evitado pelo risco de tolerância e dependência.
Perguntas frequentes
Crise de pânico pode matar? A crise em si não é perigosa, embora a sensação seja de morte iminente. Sintomas cardíacos novos devem sempre ser avaliados.
Tem cura? É um dos transtornos com melhor resposta a tratamento. Muitos alcançam remissão completa.
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O que significa o CID F41.0?
F41.0 é o código da CID-10 para Transtorno do Pânico.
Qual é o CID de Transtorno do Pânico?
É o F41.0. Esse é o código usado para registrar essa condição em atestados, pedidos de exame e prescrições.
F410 e F41.0 são o mesmo código?
Sim. O ponto separa a subcategoria e costuma ser omitido em sistemas que não aceitam pontuação. As duas formas indicam o mesmo registro.
O CID F41.0 no atestado dá direito a afastamento?
O código sozinho não determina afastamento. Quem define a necessidade e a duração é o médico, a partir da avaliação clínica do caso. O CID apenas identifica a condição registrada.
Acompanhamento médico
O diagnóstico e o tratamento desta condição são atos médicos. A definição da conduta, a escolha do medicamento, o ajuste de doses e a periodicidade do acompanhamento dependem de avaliação clínica individual, realizada por médico com registro ativo no Conselho Regional de Medicina, considerando o histórico, os exames e as particularidades de cada pessoa.
Acompanhamento médico do transtorno de pânico
O diagnóstico e o tratamento do transtorno de pânico dependem de avaliação médica individual. Na Renova Receita a avaliação é feita por consulta online com médico de CRM ativo, que define a conduta de acordo com cada caso. Veja também as informações sobre sertralina, escitalopram e alprazolam, utilizados no tratamento quando há indicação médica.
