A esquizofrenia (CID F20) é um transtorno mental grave e crônico que afeta o pensamento, a percepção, as emoções e o comportamento. Atinge cerca de 1% da população, com início tipicamente no fim da adolescência e início da vida adulta.

F20 é o código da CID-10 para Esquizofrenia.

Sintomas positivos

São acréscimos à experiência normal: delírios (crenças falsas irredutíveis à argumentação, frequentemente persecutórias), alucinações (mais comumente auditivas, sob forma de vozes), pensamento e discurso desorganizados, e comportamento desorganizado ou catatônico.

Sintomas negativos

São perdas: embotamento afetivo, redução da fala (alogia), perda de vontade e iniciativa (avolição), retraimento social e anedonia. São os que mais impactam a funcionalidade a longo prazo e os mais difíceis de tratar.

Sintomas cognitivos

Prejuízo de atenção, memória de trabalho e funções executivas, com forte correlação com desfecho funcional, trabalho, autonomia, relações.

Como é feito o diagnóstico

É clínico e longitudinal, exigindo persistência dos sintomas por período definido e prejuízo funcional. É obrigatório afastar causas orgânicas e o uso de substâncias: exames de imagem, laboratório, sorologias e triagem toxicológica compõem a avaliação inicial. Psicose induzida por substâncias, transtorno bipolar com sintomas psicóticos, epilepsia de lobo temporal e doenças autoimunes do sistema nervoso estão entre os diferenciais.

Tratamento

Os antipsicóticos são a base. Dividem-se em típicos ou de primeira geração (haloperidol, clorpromazina) e atípicos ou de segunda geração (risperidona, olanzapina, quetiapina, aripiprazol, ziprasidona, paliperidona). A clozapina tem eficácia superior na esquizofrenia refratária, exigindo monitorização hematológica rigorosa pelo risco de agranulocitose.

Formulações injetáveis de longa duração melhoram adesão e reduzem recaídas em pacientes selecionados.

O tratamento farmacológico isolado é insuficiente: psicoeducação, intervenção familiar, reabilitação psicossocial, terapia cognitivo-comportamental para sintomas psicóticos e apoio ao trabalho compõem o cuidado. A rede de atenção psicossocial, com CAPS, é o eixo do acompanhamento no SUS.

Monitorização metabólica

Antipsicóticos, sobretudo os de segunda geração, associam-se a ganho de peso, dislipidemia e diabetes. Peso, circunferência abdominal, glicemia e lipídios devem ser acompanhados desde o início.

Perguntas frequentes

Esquizofrenia é dupla personalidade? Não. São condições completamente distintas.

Pessoas com esquizofrenia são perigosas? A grande maioria não é violenta e tem mais chance de ser vítima do que autora de violência.

Em situações de crise, o CVV atende pelo 188 e os CAPS oferecem atendimento na rede pública.

O que significa o CID F20?

F20 é o código da CID-10 para Esquizofrenia.

Qual é o CID de Esquizofrenia?

É o F20. Esse é o código usado para registrar essa condição em atestados, pedidos de exame e prescrições.

O CID F20 no atestado dá direito a afastamento?

O código sozinho não determina afastamento. Quem define a necessidade e a duração é o médico, a partir da avaliação clínica do caso. O CID apenas identifica a condição registrada.

Acompanhamento médico

O diagnóstico e o tratamento desta condição são atos médicos. A definição da conduta, a escolha do medicamento, o ajuste de doses e a periodicidade do acompanhamento dependem de avaliação clínica individual, realizada por médico com registro ativo no Conselho Regional de Medicina, considerando o histórico, os exames e as particularidades de cada pessoa.

Aviso: conteúdo com finalidade exclusivamente informativa e educacional. Não estabelece diagnóstico, não indica tratamento e não substitui a consulta médica. O uso de qualquer medicamento exige prescrição e acompanhamento profissional.