O diabetes mellitus tipo 2 (CID E11) corresponde a cerca de 90% dos casos de diabetes e resulta da combinação entre resistência à ação da insulina e falência progressiva das células beta do pâncreas. O Brasil está entre os países com maior número de pessoas afetadas.
E11 é o código da CID-10 para Diabetes Mellitus tipo 2.
Sintomas
A instalação é lenta, e muita gente convive anos sem saber. Quando surgem, os sinais clássicos são sede excessiva, aumento do volume urinário, fome aumentada, perda de peso não intencional, cansaço, visão embaçada, infecções de repetição (urinárias e de pele) e cicatrização lenta. O escurecimento aveludado da pele em pescoço e axilas (acantose nigricans) sugere resistência insulínica.
Como é feito o diagnóstico
Confirma-se por qualquer um dos critérios abaixo, com repetição em segunda amostra quando não há sintomas:
- glicemia de jejum igual ou superior a 126 mg/dL;
- glicemia 2 horas após sobrecarga com 75 g de glicose igual ou superior a 200 mg/dL;
- hemoglobina glicada (HbA1c) igual ou superior a 6,5%;
- glicemia casual igual ou superior a 200 mg/dL na presença de sintomas típicos.
Valores intermediários (jejum entre 100 e 125 mg/dL ou HbA1c entre 5,7% e 6,4%) caracterizam pré-diabetes, condição que responde bem a intervenção precoce.
Tratamento
A base é a mudança de estilo de vida: reorganização alimentar com redução de açúcares livres e carboidratos refinados, atividade física regular combinando aeróbico e resistido, e perda de peso quando há excesso. Uma redução de 5% a 10% do peso corporal já melhora de forma significativa o controle glicêmico.
No tratamento medicamentoso, as principais classes são:
- Metformina, em geral a primeira escolha, reduz a produção hepática de glicose;
- Inibidores de SGLT2, dapagliflozina, empagliflozina; eliminam glicose pela urina e têm benefício cardiovascular e renal demonstrado;
- Análogos de GLP-1, semaglutida, dulaglutida, liraglutida; atuam na saciedade e no controle glicêmico;
- Inibidores de DPP-4, sitagliptina, linagliptina;
- Sulfonilureias, glibenclamida, gliclazida;
- Insulina, quando as metas não são alcançadas ou há falência secretória avançada.
A escolha considera peso, função renal, risco cardiovascular, custo e risco de hipoglicemia. É decisão médica individualizada.
Metas e acompanhamento
A meta usual de HbA1c para adultos é abaixo de 7%, mas pode ser mais rígida em jovens recém-diagnosticados e mais flexível em idosos ou com histórico de hipoglicemia grave. O acompanhamento inclui HbA1c a cada três a seis meses, avaliação anual de função renal e albuminúria, exame de fundo de olho, perfil lipídico e exame dos pés.
Complicações a prevenir
O controle sustentado existe para evitar retinopatia (principal causa evitável de cegueira em adultos), nefropatia, neuropatia periférica, pé diabético e doença cardiovascular, esta última a principal causa de morte na população com diabetes.
Quando procurar atendimento imediato
Glicemia muito elevada com náusea, vômito, dor abdominal, respiração rápida e hálito adocicado sugere cetoacidose. Já sudorese, tremor, confusão, visão dupla ou desmaio podem indicar hipoglicemia. Ambas exigem atendimento de urgência.
Perguntas frequentes
Diabetes tipo 2 tem cura? Fala-se em remissão: glicemia normal sem medicação, possível em alguns casos após perda de peso expressiva. Exige acompanhamento continuado.
Quem tem diabetes pode comer doce? Não há proibição absoluta; há planejamento. A orientação individual é do médico e do nutricionista.
Metformina causa danos ao rim? Não causa lesão renal. A dose é ajustada conforme a função renal, e há limites para seu uso em estágios avançados.
O que significa o CID E11?
E11 é o código da CID-10 para Diabetes Mellitus tipo 2.
Qual é o CID de Diabetes Mellitus tipo 2?
É o E11. Esse é o código usado para registrar essa condição em atestados, pedidos de exame e prescrições.
O CID E11 no atestado dá direito a afastamento?
O código sozinho não determina afastamento. Quem define a necessidade e a duração é o médico, a partir da avaliação clínica do caso. O CID apenas identifica a condição registrada.
Acompanhamento médico
O diagnóstico e o tratamento desta condição são atos médicos. A definição da conduta, a escolha do medicamento, o ajuste de doses e a periodicidade do acompanhamento dependem de avaliação clínica individual, realizada por médico com registro ativo no Conselho Regional de Medicina, considerando o histórico, os exames e as particularidades de cada pessoa.
